Separar o lixo de forma correta dentro de casa pode parecer um gesto simples, mas tem impacto direto na preservação ambiental
Em Bauru (SP), cooperativas de catadores recebem diariamente, toneladas de materiais recicláveis recolhidos pela coleta seletiva. Uma delas é a ASCAM, Associação de catadores de materiais recicláveis.
Depois de percorrer ruas e bairros da cidade, os caminhões descarregam os materiais no galpão, onde começa um trabalho essencial para o funcionamento da cadeia da reciclagem.
Há oito anos como catadora, Samanta Aparecida é uma das responsáveis pela triagem dos resíduos e faz um alerta sobre os riscos causados pelo descarte incorreto.
“Pedimos atenção da população. Muitas vezes chegam agulhas e cacos de vidro misturados aos recicláveis. Isso pode causar acidentes com a gente que trabalha aqui. Eu tenho filhos para sustentar e esse trabalho é muito importante pra mim”, conta.
A renda que vem do trabalho dentro dos galpões também é o principal sustento da Zilda Cristina Custódio.
O exemplo começa dentro de casa
Para que a reciclagem funcione, é preciso que os moradores coloquem em prática a separação dos resíduos. Em Bauru, a professora Renata Colletti já faz isso há anos e passou o hábito pra família.
Entre embalagens recicláveis e restos de alimentos destinados à compostagem, ela mostra que pequenas atitudes do dia a dia, podem contribuir para a preservação ambiental e fortalecer o trabalho das cooperativas.
“Aqui em casa a gente sempre separou o lixo orgânico do reciclável. Mesmo quando estamos cozinhando, quase tudo vem em embalagens que podem ser recicladas. Por exemplo na hora de preparar o almoço pra minha netinha. Tem esse tomatinho aqui que vem em embalagem. A frutinha que ela come vem em embalagem. A caixa de leite, por exemplo, eu lavo rapidamente e também já separo”, explica.
Fonte: g1





