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Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, confirma segundo caso de morcego com raiva em 2026


Após a confirmação de novos casos de mpox no Brasil em 2026, incluindo registros em São Paulo e Porto Alegre, surgiram dúvidas sobre a possibilidade de outro vírus preocupante — o Nipah — também chegar ao país. A resposta oficial, por enquanto, é clara: não há casos confirmados de Nipah no Brasil.

Há risco para o Brasil?


De acordo com o Ministério da Saúde, não há registro de casos de Nipah no território brasileiro. O país mantém monitoramento permanente de eventos sanitários internacionais, especialmente após experiências recentes com surtos globais.

A comparação com a mpox é inevitável: ambos os vírus demonstram como doenças infecciosas podem ultrapassar fronteiras rapidamente. No entanto, a situação epidemiológica é diferente.

Porém, o segundo caso de morcego contaminado com o vírus da raiva, neste ano, foi registrado hoje em Campo Grande. O animal foi recolhido na região central da cidade, conforme divulgação feita nas redes sociais do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) pela médica veterinária Maria Aparecida Conche.

Embora o registro exija atenção das autoridades e da população, o órgão reforça que não há motivo para pânico. A presença de morcegos infectados em área urbana é considerada um fenômeno monitorado e previsto pelos serviços de saúde, sendo fundamental adotar medidas preventivas.

O primeiro caso de raiva animal confirmado neste ano no município foi divulgado em 9 de fevereiro pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Na ocasião, um morcego foi encontrado caído por uma moradora do Bairro Vivendas do Bosque. Em 2025, foram registradas 11 confirmações da doença nesses animais.

Espécies urbanas - De acordo com a equipe técnica, Campo Grande possui uma população de morcegos formada principalmente por espécies que se alimentam de frutos e insetos. Esses animais, em condições naturais, não oferecem risco. No entanto, podem, de forma acidental, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

Por isso, a orientação é que todo morcego encontrado em situação anormal, caído no chão, vivo ou morto, ou que tenha entrado em ambientes internos, seja considerado suspeito.

Recomendações:

Não tocar no animal, em nenhuma hipótese;
Isolar o local, evitando contato de pessoas e outros animais; Se possível, cobrir o morcego com um balde ou caixa, sem uso das mãos.

Em caso de contato - Se houver qualquer contato direto com o animal, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo antirrábico humano pós-exposição.

Outro ponto reforçado pela Sesau é a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a raiva. Animais domésticos imunizados funcionam como barreira de proteção, impedindo a disseminação do vírus entre mamíferos.

O CCZ informou que faz exclusivamente o recolhimento de morcegos encontrados em situações de risco, como animais caídos ou pendurados em locais baixos. Serviços de desalojamento, limpeza de forros ou vedação de telhados são de responsabilidade do proprietário, mediante contratação de empresa especializada.

Fontes de matéria: CampoGrandeNews/Diariodocomercio
 radiosaovivo.net